Por estar há mais de 15 anos ligado aos estudos de mercado na área da saúde, frequento alguns eventos na área da farmácia. Em 2021, em Troia, num evento denominado Rethinking Pharmacy, entre vários oradores a discursar sobre diferentes temas, tive a oportunidade de ouvir duas proprietárias cujo negócio era considerado um sucesso. A intervenção destas proprietárias visava a partilha, com as cerca de quatrocentas pessoas presentes, dos fatores que consideravam críticos para o sucesso da farmácia.
A primeira proprietária a intervir falou de gestão. A premissa de Drucker “O que não se pode medir, não se pode gerir” esteve na base dos fatores mencionados. Resumidamente, aludiu a uma gestão de stocks eficaz para não empatar recursos financeiros, à importância de se concentrar as vendas num menor número de laboratórios por forma a não dispersar o esforço negocial, e a uma ótima escolha do produto, tendo em vista o retorno para a farmácia e a oferta para os seus clientes.
No fim da sua intervenção, podíamos dizer: É a sua fórmula mágica!
Mas que interesse tem esta fórmula mágica para quem se interessa pelas dinâmicas da espiritualidade?
Para a segunda proprietária, o sucesso do seu negócio começava no balcão, no atendimento. A doutora fazia questão de ter tempo para o seu cliente, e os funcionários idem, não só para saberem o seu histórico clínico, mas sobretudo para estabelecer uma relação que se tem perdido nas entidades da saúde nos últimos anos. Esta proprietária, tinha todo o interesse em desenvolver atividades que promovessem a saúde, a começar por organizar caminhadas ao fim de semana com a sua comunidade local. Bem como em fazer eventos nos dias da criança e noutras datas festivas para promover o vínculo afetivo com a farmácia. O seu coração na ligação a tudo o que fazia!
Sobre esta proprietária, também se podia dizer: É a sua fórmula mágica!
Mas será que estas proprietárias aprenderam estes fatores de sucesso na faculdade, no mesmo curso? Ou será que estas características que ditam o sucesso da sua atividade, já lhes são inatas, já estão no seu interior quando nascem? E será que estas características apenas se espelham na sua profissão?
A astrologia fala-nos destas energias pessoais. A nossa energia pessoal, derivada da posição dos vários planetas em diferentes signos no dia em que nascemos, determina a nossa cor interior e pode espelhar-se em tudo o que fazemos.
Cada um de nós nasce com vários recursos, diferentes uns dos outros como este exemplo nos revela.
Para o leitor identificar a sua energia/cor pessoal, e estabelecer de forma mais cabal as suas características que o distinguem como individuo, na sua reverberante originalidade, proponho-lhe este desafio:
Quando tiver dez minutos de paz, para estar sozinho e plenamente concentrado, escreva num bloco as dez características que mais se destacam em si!
Se é uma pessoa organizada, metódica, pés na terra, objetiva como a primeira proprietária, características de quem tem uma proeminência de planetas em signos de terra no seu mapa, aponte!
Se é uma pessoa comunicativa, expressiva, que gosta de trazer harmonia aos ambientes, que é empática por natureza, e que faz isso com facilidade – uma caracterização de quem têm uma ênfase de planetas em signos de ar – aponte!
Se é uma pessoa que toma a iniciativa, dinâmica, extrovertida, positiva, que traz com naturalidade boa disposição ao ambiente – características dos signos de fogo – aponte!
Se é uma pessoa com sensibilidade, amável, com intuição, como são as características de quem tem uma concentração de planetas em signos de água – aponte!
Vá ao detalhe, às características que o tornam único; aponte!
As suas características pessoais, sejam elas quais forem, devem ser capitalizadas, independentemente do que faça e viva na vida. Essa sua cor, essa sua energia inata, tão fácil em si, deve tornar-se brisa, deve tornar-se luz. Enriquece o seu mundo, as suas relações, a aura do seu ser!
É a sua fórmula mágica! A sua fórmula pessoal! Que em várias situações, seja num negócio, na educação de um filho, num relacionamento, ditará o seu próprio sucesso.
Nuno Rodrigues Oliveira

