Determinismo ou Livre-Arbítrio

Dizer se o ser humano é livre, ou se o seu destino está traçado, talvez seja das questões mais desafiadoras, e neste sentido, mais inquietantes que filósofos, astrólogos e pensadores religiosos, tentaram responder ao longo dos tempos com inúmeras teorias.

Qualquer pessoa que estude a questão a fundo corre o risco de cair no mesmo emaranhado teórico, até porque o tema é de tal modo pertinente, que pode ser considerado “desmazelado” quem ousar tecer somente umas meras palavras.

Apesar do tamanho perigo em que incorro, vou aceitar o risco de simplificar a resposta.

O leitor conhece certamente uma ou outra pessoa, cuja situação atual na vida (ou de parte da sua vida) deriva da forma de ser dessa pessoa. Pense um pouco. Pode ser – por exemplo – uma pessoa pouco ativa, ou pode ser uma pessoa que se deixa rebaixar num relacionamento em demasia, ou pode ser uma outra pessoa que tem mau feitio e trata mal os clientes no trabalho, ou pode ser uma pessoa que trabalha imenso, sem ter tempo para nada. Outros mil exemplos podiam ser dados.

Imagine o leitor que se colocava no papel dessa pessoa que tão bem conhece. Será que a vida dessa pessoa continuaria da mesma forma? Ou algo mudava de imediato?

O facto de algo poder mudar, por vezes substancialmente, significa que essa pessoa está condicionada à sua forma de ser, à sua maneira de estar (ao seu “feitio” como é comum dizer-se). E nesse sentido, podemos dizer afirmativamente que o destino está traçado.

Sasportas, um dos grandes nomes da astrologia dizia: “As coisas não nos acontecem, nós é que acontecemos às coisas”. 

Basta ver: seja qual for a situação em que a pessoa se encontre, a sua maneira de estar continuará a determinar o resultado que obtém na vida. Atente num exemplo concreto: imagine uma pessoa que vive na lei do menor esforço, limitando-se a estar em casa porque não tem trabalho. Quando uma oportunidade de trabalho surgir na vida dessa pessoa, ela irá ter uma postura idêntica: a falta de vontade permanece! Porque não é uma questão de ter trabalho, é uma questão de forma de estar.

O destino desta pessoa está traçado até que ganhe consciência. Como dizem os budistas: até ficar iluminado. Até findar a ignorância relativamente a essa questão. O destino de cada um de nós está traçado até que ganhemos consciência dos nossos próprios formatos. No tema, ou temas que dizem respeito a cada um de nós. E só, mas apenas só, relativamente a esses temas que precisam de luz.

É este tipo de destino que encontramos espelhado no céu. É este tipo de destino que a caracterização energética no dia do nosso nascimento colora. Portanto, é possível auxiliar uma pessoa a perceber algumas das suas mais importantes dinâmicas interiores, a fim de acelerar o processo divino de mudança desse individuo.

Cada um de nós inclina-se para alguns temas, e menos para outros. Assim sendo, temos sempre a liberdade de agir na vida como pretendemos, basta que o saibamos fazer.

Para uma pessoa com uma parte de si mais tímida, não basta ler este artigo e dizer para si própria: “Pois, eu agora tenho consciência que sou tímida!” ou dizer “Eu sei que por ser uma pessoa tímida me afasto de certos ambientes mais animados e que perco uma parte importante da minha vida”.

A pessoa não pode esperar que essa sua consciência de si altere automaticamente a sua situação. Apesar de ser um bom princípio, é preciso alterar os processos internos, aprender, conforme mostra este processo gradual de aprendizagem que o Coaching procura:

1ª Fase: O individuo é: Inconsciente – (logo) Incompetente

2ª Fase: O individuo já é: Consciente – (mas ainda) Incompetente (nessa parte de si)

3ª Fase: O individuo é: Consciente – (é já é) Competente

4ª Fase: O individuo age de modo Inconsciente – (mas será sempre) Competente

É este o processo divino que a astrologia revela!